quarta-feira, 21 de novembro de 2018


   O desenvolvimento de novas tecnologias para a produção requer cada vez menos o trabalho braçal, necessitando-se cada vez mais de trabalho intelectual. Consequentemente, criam-se condições cada vez mais favoráveis para a inserção do trabalho da mulher nos mais diferentes ramos de atividade. Ao estudar cada vez mais, as mulheres se preparam para assumir não apenas outras funções no mercado de trabalho, mas sim para assumir aquelas de comando, liderança, cargos em que antes predominavam o terno e a gravata. Essa guinada em seu papel social reflete não apenas nas relações de trabalhos em si, mas fundamentalmente nas relações sociais com os homens de maneira em geral. Isto significa que mudanças no papel da mulher requerem mudanças no papel do homem, o qual passa por uma crise de identidade ao ter de dividir um espaço no qual outrora reinava absoluto.
   Mulheres com maior grau de escolaridade diminuem as taxas de natalidade (têm menos filhos), casam-se com idades mais avançadas, possuem maior expectativa de vida e podem assumir o comando da família como no exemplo da propaganda de automóvel citada. Obviamente, vale dizer que as aspirações femininas variam conforme seu nível de esclarecimento, mas também conforme a cultura em que a mulher está inserida.
   Contudo, é preciso se pensar que mesmo com todas essas mudanças no papel da mulher, ainda não há igualdade de salários, mesmo que desempenhem as mesmas funções profissionais, ainda havendo o que se chama de preconceito de gênero. Além disso, a mulher ainda acaba por acumular algumas funções domésticas assimiladas culturalmente como se fossem sua obrigação e não do homem – funções de dona de casa. Da mesma forma, infelizmente a questão da violência contra a mulher ainda é um dos problemas a serem superados, embora a “Lei Maria da Penha” signifique um avanço na luta pela defesa da integridade da mulher brasileira.
   Mas a pergunta principal vem à tona: qual o papel da mulher na sociedade atual? Pode-se afirmar que a mulher de hoje tem uma maior autonomia, liberdade de expressão, bem como emancipou seu corpo, suas ideias e posicionamentos outrora sufocados. Em outras palavras, a mulher do século XXI deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade, com novas liberdades, possibilidades e responsabilidades, dando voz ativa a seu senso crítico. Deixou-se de acreditar numa inferioridade natural da mulher diante da figura mas
culina nos mais diferentes âmbitos da vida social, inferioridade esta aceita e assumida muitas vezes mesmo por algumas mulheres.
    Hoje as mulheres não ficam apenas restritas ao lar (como donas de casa), mas comandam escolas, universidades, empresas, cidades e, até mesmo, países, a exemplo da presidenta Dilma Roussef, primeira mulher a assumir o cargo mais importante da República.  Contudo, avanços à parte, é preciso que se diga que as questões de gênero no Brasil e no mundo devem sempre estar na pauta das discussões da sociedade civil e do Estado, dada a importância da defesa dos direitos e da igualdade entre os indivíduos na construção de um mundo mais justo.


    CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE (Nigéria, 1977) escreveu seus primeiros contos quando tinha 7 anos. Aos 26 publicou seu primeiro romance, Hibisco Roxo, que, como o segundo, Meio Sol Amarelo, tem como palco sua Nigéria natal. Por ambos a escritora recebeu reconhecimento internacional e múltiplos prêmios, mas foi por Americanah que ela recebeu o mais prestigioso —o National Book Critics Circle Award, em 2013 (a Companhia das Letras publicou os três no Brasil).
     Adichie cresceu num campus nigeriano. Seu pai era professor, e sua mãe, secretária de admissões. Aos 19 anos tomou o rumo dos Estados Unidos para continuar seus estudos universitários na Filadélfia. Dessa experiência surgiria Americanah, que se passa nos dois países —o natal e o de adoção— pelos quais hoje divide sua vida: passa algumas temporadas em Lagos; outras, em Colúmbia (Maryland). Seu terceiro romance marcou um ponto de inflexão em sua escrita. Nele tomou a liberdade de romper com os limites do gênero, falar da raça, do racismo e da migração nos Estados Unidos, dos problemas da identidade num contexto de desenraizamento.
     A fama de Adichie não se deve somente a sua literatura, mas também a duas populares palestras TED. Intitulou a primeira O perigo de uma história única (2009), assistida milhões de vezes, e nela alerta sobre os estereótipos. Quando chegou aos Estados Unidos, sua colega de quarto na moradia universitária lhe perguntou onde tinha aprendido a falar inglês tão bem —é uma língua oficial na Nigéria, esclareceu—, ficou muito decepcionada quando ao se interessar pela música tribal que escutava ela lhe confessou que adorava Mariah Carey, e supôs que ela nunca tivesse utilizado um fogão. Adichie não ligou. Mas após alguns meses no país entendeu que essa era a única história que os norte-americanos ouviam sobre a África: o continente equivalia a majestosas paisagens e belos animais, povos envolvidos em guerras eternas, fome, miséria e Aids. Sua história sobre a África estava cheia de estereótipos. E não é que os estereótipos sejam falsos, defende. São somente incompletos.


Livro: Para Educar Crianças Feministas
Título Original: Dear Ijeawele or a Feminist Manifesto
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96
ISBN: 9788535928518
      Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães.
     E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

     A mulher não precisa querer ser aceita na sociedade ela já é, nos tempos de hoje se formos ver as lutas das feministas no passado elas lutavam por causas que realmente iriam  fazer a diferença, o importante não e queimar o seu primeiro sutiã mas sim defender os direitos e ter igualdade.
     Por muito tempo a mulher foi calada e reprimida mas hoje vemos como nossas vozes estão sendo ouvida e como a mulher tem seu espaço na sociedade.
     Em pleno 2018 o feminismo virou modinha não devo me despir para tentar ter respeito na sociedade não devo usar palavras fulas para mostrar que não tenho educação que o feminismo de hoje venha ser como 20,30 anos atrás que realmente tinha um significado.
     Feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens. O "embrião" do movimento feminista surgiu na Europa em meados do século XIX, como uma consequência dos ideais propostos pela Revolução Francesa, que tinha como lema a "Igualdade, Liberdade e Fraternidade". As mulheres queriam estar inseridas no turbilhão de mudanças sociais que estas revoluções traziam, principalmente para se sentirem mais cidadãs em uma sociedade historicamente regida pelo patriarquismo. No entanto, o feminismo só começou a se popularizar no mundo ocidental nas primeiras décadas do século XX, questionando o poder social, político e econômico monopolizado pelos homens. O feminismo, como muitos pensam erroneamente, não é um movimento de sexista, ou seja, que defende a figura feminino sobre o masculino, mas sim uma luta pela igualdade entre ambos os gêneros.

             
                                       Referencias bibliográficas 

* https://brasil.elpais.com/
* https://www.todapolitica.com/
* https://www.todapolitica.com/
* https://brasilescola.uol.com.br/

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Quem sou eu ?


Eveley Romeu, atualmente esta cursando o ensino superior em Pedagogia na universidade Ítalo Brasileiro  pretende atuar na areá da educação infantil, também esta se aperfeiçoando em Línguas Brasileiras de Sinais (Libras).
Eveley é uma pessoas simpática, extrovertida, comunicativa, mas também é dedicada e comprometida com os estudos.